Quinto poema do pescador
Manuel Alegre
Eu não sei de oração senão perguntas
ou silêncios ou gestos de ficar
de noite frente ao mar não de mãos juntas
mas a pescar.
Não pesco só nas águas mas nos céus
e a minha pesca é quase uma oração
porque dou graças sem saber se Deus
é sim ou não.
Ilustrado com este belíssimo do não menos ilustre Mestre Mário Emílio
Como alguém disse deste cidadão do mundo…
“Mário Emílio desenha como quem escreve. É aí que encontramos a originalidade da sua obra…”
Obrigado Mestre Emílio, pela sua amizade e por me presentear com algumas das suas obras

Dezembro 29, 2006 at 12:26 am
Olá Zé,
Sempre atento ao que de bom também se faz neste país.
O poema é belo a ilustração, uma manifestação de talento. que dizer? Lindo!…
Abraço
Dezembro 29, 2006 at 3:22 am
Oi, Zé,
Oração e arte, mais do que tudo na vida tem que ser saída da alma, espontânea, verdadeira. sentida. É assim mesmo, e por isso tão belo. Na vida também nos tornamos belos quando expressamos o que sentimos, espontâneamente, porque não podemos negar prá nós mesmos o que sentimos, o que nos vem na alma.
Parabéns mais uma vez pela escolha do post.
Beijos
May
Dezembro 29, 2006 at 4:13 pm
“(…) sem saber ser se Deus/ é sim ou não”.
Excelente!
Brilhante!
Enfim, sem palavras!
Dezembro 29, 2006 at 9:15 pm
Poema tão belo, composto de palavras de gente tão simples, como é um pescador.
Além do que está expresso no poema, consigo ver nele a beleza do que é simples.
Um dos poemas mais lindos que li!