Mulher triste e que chora
Incompreendida e julgada
Pelo homem e pela sociedade
É muitas vezes abandonada
Quem es tu para dizer
Que te preocupas com a vida
Qual vida?! Sim, qual vida?!!
Do embrião?!
Ou desta sociedade empobrecida?
Falas de Deus, falas de crime
E só pensas em punição
Onde está essa moral?
Aprendeste isso com a Religião?!
Deixa a mulher decidir,
Não sejas tu a puni-la
Não julgues [...]
Archive for Janeiro, 2007
Tu que dizes não…
Janeiro 24, 2007Nas ervas
Janeiro 11, 2007Escalar-te lábio a lábio,
percorrer-te: eis a cintura
o lume breve entre as nádegas
e o ventre, o peito, o dorso
descer aos flancos, enterrar
os olhos na pedra fresca
dos teus olhos,
entregar-me poro a poro
ao furor da tua boca,
esquecer a mão errante
na festa ou na fresta
aberta à doce penetração
das águas duras,
respirar como quem tropeça
no escuro, gritar
às portas da alegria,
da solidão.
porque [...]
RETALHOS: A chegada e a ida para a guerra (fim)
Janeiro 9, 2007No militar profissional, que fazia da guerra uma forma de vida, vi, através do seu olhar, uma estúpida alegria pela façanha de apanhar um militar a dormir no posto. Não se importava com as atenuantes justificadas por uma viagem tormentosa, num barco apinhado de militares, em que nenhum estômago conseguiu sossegar durante esses dias. Esta [...]
RETALHOS: A chegada e a ida para a guerra (III)
Janeiro 8, 2007Pela primeira vez, nesta “viagem de ida” a África, formámos na parada da companhia. Deram-nos as boas-vindas através do comandante da companhia, o Capitão Ferreira Pinto. Fisicamente era a antítese de um Tropa Especial e de um líder. Era um homem pequeno, sem carisma, sem aquele vozeirão típico e muitíssimo educado para os seus comandados. [...]
RETALHOS: A chegada e a ida para a guerra (II)
Janeiro 5, 2007…/…
Acordei dos meus pensamentos, novamente, com a voz do graduado:
“- Foi naquela fortaleza, em Março de 1961, que foram alojados os primeiros pára-quedistas enviados para Angola para suster a sublevação, proteger as populações ameaçadas, limpar itinerários e libertar pequenas populações.”
Como a querer-nos preparar para o que nos esperava (não era nem de perto nem de [...]
RETALHOS: A chegada e a ida para a guerra (I)
Janeiro 3, 2007
Os militares do exército, Comandos incluídos, seguiram de comboio até ao Grafanil, um entreposto do exército onde a “mercadoria” chegava aos magotes. Poucos dias depois, são colocados nos lugares mais inóspitos desta terra, onde se derramava, em cada morro traiçoeiro, sangue dos jovens que para ali foram enviados. É disso mesmo [...]

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