Os Pára-quedistas do Alto Minho em convívio

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No dia 12 de Maiode 2007, a Associação de Pára-quedistas do Alto Minho (APAM) organizou na hospitaleira freguesia de Afife um almoço convívio da família Pára-quedista. Uma centena de Boinas Verdes, disse presente contribuído com o seu entusiasmo para este evento que relançará definitivamente esta linhagem de homens bons que ao longo dos anos souberam, em momentos diversos e tempos diferentes, responder sempre presente quando era preciso defender e dignificar o país.Honraram com sua presença e participação os senhores: Major General Espírito Santo, comandante e 2ª comandante da PSP de Viana do Castelo, (Intendente Martins da Cruz e Comissário João Amaral), todos eles Pára-quedistas e o representante da Associação de Comandos Sr. Manuel Casado.
“ O Pára-quedista é um homem bom, ser Pára-quedista é um estado de espírito bom. Nos muitos anos que levo de polícia, nunca por mim passou um preso, um violador, ou um delinquente, que fosse pára-quedista” – foi assim que o Intendente e comandante da PSP de Viana se referiu a esta família de ex-militares de que também faz parte.

 

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Será com este e todos os contributos que o espírito de corpo sairá fortalecido, a alma Pára-quedista se propagará e que todos os presentes e antigos Páras saibam honrar a sua Boina Verde.
A Associação de Pára-quedistas do Alto Minho, está em fase de renovação e crescimento e saberá também encontrar o melhor caminho para que se torne a casa mãe de todos pára-quedistas alto-minhotos.

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5 comentários em “Os Pára-quedistas do Alto Minho em convívio”


  1. Amei, como sempre, o texto, principalmente por se tratar de um merecido reconhecimento de serviços prestados por pessoas tão valorosas. E eu sinto-me cada vez mais honrada por fazer parte das pessoas que têm o privilégio de compartilhar do conhecimento e da alegria do acontecimento.

    Zé, registro aqui o meu apreço e gratidão por tudo isso, meu grande amigo.

    Beijos

    Gwen

  2. Silvia Says:

    Olá Zé

    Todas as vezes que recebo um email teu fico feliz, pois gosto de saber que continuas a escrever e a relatar momentos dificieis e que devem ser reconhecidos.
    Parabéns mais uma vez, um beijo grande e até o proximo texto

    Silvia

  3. Manuel Gomes Says:

    Parabéns por este seu trabalho evocativo desse vosso Almoço/Convívio e que continuem com esse espirito de camaradagem por muitos e muitos anos.
    Um Abraço

  4. Barroca Monteiro Says:

    “Olhos de caçador”

    «Um dia em cheio para os frelimos. Não culpo os pretos. Fizeram o trabalho deles. Foder-nos o corpo» – expressão de Zé Fraga, após a explosão de um fornilho de uma bomba de avião enterrada na picada sob uma mina anti-carro, à passagem da coluna.
    “Olhos de caçador”, escrito por António Brito, antigo cabo pára-quedista e licenciado em direito, oferece-nos uma viajem pelo tempo aos locais, clima e vivências de uma geografia física e humana percorrida pela maioria dos pára-quedistas dos batalhões da Beira e Nacala.
    António Brito consegue dar-nos através da personagem principal, o soldado Zé Fraga, treinado nos caminhos do contrabando entre a Cova da Beira e a raia de Espanha, uma impressionante descrição da vida dos militares do exército no norte de Moçambique.
    Da viajem a bordo do Niassa até Porto Amélia (escala em Lourenço Marques, visita à rua Araújo), até ao que vai seguir-se por dois longos anos: Macomia e serra Mapé, Chai, rio Messalo, Magolé (sede da Companhia do capitão Vinhais/Galo Doido) com um destacamento no Posto 36. Depois, Miteda, Mueda, Nangololo, com um Zé Fraga muito apto e acima da média para patrulhas, emboscadas e golpes de mão, encontros com minas na picada e mestre na antecipação do perigo graças aos seus «olhos de caçador» mais treinados nos trilhos do contrabando do que na recruta incipiente de Santa Margarida.
    Em conflito frequente com hierarquias no quartel e na mata, sofre a convivência forçada com a incompetência e a patifaria abrigadas sob a capa da autoridade. Tão bom observador como combatente treinado pela vida, faz e bem, por matar antes de poder ser atingido, capaz de um rasgo de humanidade com o frelimo capturado, um observador privilegiado:
    Do quartel na mata, com buracos como dormitórios e abrigos e as miseráveis condições de vida da tropa; da presença dominadora e permanente dos trilhos e picadas adornados de minas, com as suas consequências; do alferes miliciano capaz de participar do capitão adepto de interrogatórios a prisioneiros, ao estilo dos pides; do pouco recomendável capitão Galo Doido, ás voltas com a denúncia do alferes e os «olhos de caçador» do Zé Fraga; do experiente e maduro sargento do quadro, no seu papel de garante da disciplina sem abdicar de uma conduta humana para com os subordinados; das patrulhas de faz de conta com a tropa a sair do arame farpado para acampar ali perto até consumir as rações de combate e regressar; um dia na base aérea de Mueda, com outro clima humano e militar, o mundo do hospital dos evacuados da picada e a cantina do China; um capelão sujeito a um lauto jantar de homenagem, ao lado do qual sentaram uma mulher chamada Madalena; a sexualidade vivida no quartel do mato, no aldeamento nativo ou na cidade branca.
    Com o engenho e arte do António Brito, uma visão da guerra colonial habitualmente menos conhecida do grande público – vista e relatada por um soldado. A história do soldado Zé Fraga, condecorado por acção em combate, temperada pela cultura e conhecimentos do autor e na realidade vivida por tantos de nós, vale bem pelo resultado da sua leitura. Um regresso aos anos da nossa juventude.
    PS: à semelhança do processo histórico, cujo actor principal, o povo, fica tantas vezes ignorado, “Olhos de caçador” mostra-nos bem quem é o actor indispensável nos conflitos armados a que chamamos «guerra» – a grande massa dos seus participantes, os soldados, cujos nomes raramente ficam para a História.
    Barroca Monteiro
    Lisboa, 11Jan08

    Enviado para a revista BV.
    Descoberto hoje e por acaso este espaço, esperando que funcione.
    Cumprimentos – BM

  5. LF Says:

    Combatente:
    Visita e divulga http://www.combatentesporportugal.org/cvc1.htm. vê vídeo conversa com Dom Duarte, um Combatente. Durante mais de 30 minutos Dom Duarte, fala dos Combatentes da Pátria Portuguesa. Dá o seu contributo esclarecendo-os e prestando-se a ajuda-los bem como a todos os portugueses.
    No sentido de lhe retribuir e estar com ele, porque é estar com todo o Povo de Portugal, Combatentes estarão presentes na cerimónia da próxima sexta-feira, na Igreja dos Clérigos, Porto.
    Junta-te a nós e trás a tua boina.
    Divulga

    Combatente:
    Realiza-se na próxima sexta 8 Fev. ás 18h30 Igreja Clérigos, Porto, missa por almas SM Dom Carlos e SAR Dom Luís Filipe, Mártires da Pátria. Assistirá SAR Dom Duarte Pio, Duque de Bragança.
    Comparece, trás a tua boina. Passa por SMS
    Combatentes por Portugal.


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